Depois de muito pensar, ler e reler artigos, conversar com empresários, além da experiência vivida com a tipografia nos anos 80, tenho convicção que:
As gráficas pequenas não sobreviverão até o ano 2010.
Parece um simples chute?
Observemos os sites de venda de máquinas usadas. Existe um que está vendendo mais de 200 “gráficas completas”. Já nos anúncios de jornais, o subtítulo Máquinas Gráficas hoje não existem mais, parece que esse "negócio" não é mais para pequenos. Claro que tenho consciência do quanto é forte o negócio de máquinas usadas, mas o público pequeno desapareceu.
O preço dos impressos para impressões curtas ofertados na internet por gráficas médias e grandes são muito competitivos.
Lógico que nesse momento você ainda está pensando:
- como esse louco está dizendo que as gráficas pequenas não resistirão, se nesse momento existem tantos empresários investindo nesse setor e já são mais de 90% do total de empresas?
Vou me expressar melhor, o conceito de pequena gráfica que coloco aqui é o seguinte:
Empresa que recebe arquivos ou filmes e reproduz pequenas e médias tiragens com prazos de entrega partindo de 12 horas, com qualidade visual e de preferência entregues no balcão.
Que o foco comercial é o vendedor (balcão, telefone e externo) e o controle da qualidade é feito por pessoas.
Fiz-me entender?
Ser pequeno no novo mundo empresarial não pode ser um adjetivo “gráfica pequena” tem que ser um substantivo “Pequena Gráfica”, ou seja, uma opção de formato de empresa que não abre mão de agilidade, padronização e lucratividade.
Hoje muitas gráficas que imprimem grandes formatos em galpões imensos agem como se fossem pequenas. E algumas pequenas copiadoras estão na internet, utilizando os meios de comunicação, utilizando telemarketing ativo. Criando, vendendo e entregando direto no cliente final. Com trabalhos de acabamentos diferenciados e número de funcionários reduzido ao máximo. Controle e automação em quase todos os seus processos garantindo fidelização de cores, repetibilidade e tudo o mais que a padronização de clientes certificados exige.
Claro que hoje ainda são exceções. Masos gráficos pequenos certamente não suportarão a pressão da nova safra de Pequenas Gráficas que invadem o mercado. E ainda a pressão das empresas de médio e grande porte que a cada dia buscam atender seus clientes em todos os produtos independente do volume e tamanho. Os que conseguem graças ao investimento em tecnologia, diminuem acertos e aumentam a produtividade. Fazendo com tenham horas disponíveis para vender e buscar produtos antes inviáveis.
Cabe ao "pequeno" saber como usar esta característica: se como defeito: fechado em si mesmo e condenado ao esquecimento ou se como qualidade: de ser ágil, estruturado sobre as fortes bases da tecnologia do nosso negócio e acima de tudo com as portas abertas ao mercado.
Tamanho ideal da Pequena Gráfica é a que tiver o melhor resultado:
network + tecnologia / nº de funcionários

Nenhum comentário:
Postar um comentário