quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Constantes & Variáveis, a guerra das definições

Desta vez, prometo não ser polêmico.

E o assunto será mais curtinho e curioso.
Quando se envia um arquivo e um modelo para imprimir em uma gráfica, essas referências passam a ser sagradas.

Ou seja, não se pode mexer no arquivo e tem que ficar igual ao modelo, são constantes independentes que definem as operações.

E as variáveis nesse caso são:

O perfil de cor, a geração da retícula, a tecnologia de gravação da chapa, o papel com suas variáveis, as cores e a carga de tinta.

A regulagem da rolaria, a impressora e sua velocidade, a avaliação do impressor e o acabamento.

Não são muitas variáveis? Como isso dá certo?
E entre elas ainda não são constantes os softwares, os diferentes materias e as pessoas.
Com esses número imenso de variáveis é possível garantir que a saída será o que se espera?

E como repedir essa impressão mantendo os mesmo padrões em todas as etapas?

Não, garanto que não funciona, o resultado pode ser aceitável, mas nunca o esperado...

iiiii, eu tinha prometido não ser polêmico...


terça-feira, 3 de novembro de 2009

O Fim das Gráficas Pequenas

Depois de muito pensar, ler e reler artigos, conversar com empresários, além da experiência vivida com a tipografia nos anos 80, tenho convicção que:

As gráficas pequenas não sobreviverão até o ano 2010.

Parece um simples chute?

Observemos os sites de venda de máquinas usadas. Existe um que está vendendo mais de 200 “gráficas completas”. Já nos anúncios de jornais, o subtítulo Máquinas Gráficas hoje não existem mais, parece que esse "negócio" não é mais para pequenos. Claro que tenho consciência do quanto é forte o negócio de máquinas usadas, mas o público pequeno desapareceu.

O preço dos impressos para impressões curtas ofertados na internet por gráficas médias e grandes são muito competitivos.

Lógico que nesse momento você ainda está pensando:

- como esse louco está dizendo que as gráficas pequenas não resistirão, se nesse momento existem tantos empresários investindo nesse setor e já são mais de 90% do total de empresas?

Vou me expressar melhor, o conceito de pequena gráfica que coloco aqui é o seguinte:

Empresa que recebe arquivos ou filmes e reproduz pequenas e médias tiragens com prazos de entrega partindo de 12 horas, com qualidade visual e de preferência entregues no balcão.

Que o foco comercial é o vendedor (balcão, telefone e externo) e o controle da qualidade é feito por pessoas.

Fiz-me entender?

Ser pequeno no novo mundo empresarial não pode ser um adjetivo “gráfica pequena” tem que ser um substantivo “Pequena Gráfica”, ou seja, uma opção de formato de empresa que não abre mão de agilidade, padronização e lucratividade.

Hoje muitas gráficas que imprimem grandes formatos em galpões imensos agem como se fossem pequenas. E algumas pequenas copiadoras estão na internet, utilizando os meios de comunicação, utilizando telemarketing ativo. Criando, vendendo e entregando direto no cliente final. Com trabalhos de acabamentos diferenciados e número de funcionários reduzido ao máximo. Controle e automação em quase todos os seus processos garantindo fidelização de cores, repetibilidade e tudo o mais que a padronização de clientes certificados exige.

Claro que hoje ainda são exceções. Masos gráficos pequenos certamente não suportarão a pressão da nova safra de Pequenas Gráficas que invadem o mercado. E ainda a pressão das empresas de médio e grande porte que a cada dia buscam atender seus clientes em todos os produtos independente do volume e tamanho. Os que conseguem graças ao investimento em tecnologia, diminuem acertos e aumentam a produtividade. Fazendo com tenham horas disponíveis para vender e buscar produtos antes inviáveis.

Cabe ao "pequeno" saber como usar esta característica: se como defeito: fechado em si mesmo e condenado ao esquecimento ou se como qualidade: de ser ágil, estruturado sobre as fortes bases da tecnologia do nosso negócio e acima de tudo com as portas abertas ao mercado.

Tamanho ideal da Pequena Gráfica é a que tiver o melhor resultado:

network + tecnologia / nº de funcionários

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

OFF 7 2.1.

Matriz




Off7 2.1.
"... faço votos que a minha invenção se propague por todo o mundo, que seja da maior utilidade para toda a humanidade, que sirva para o seu progresso e que nunca seja utilizada para fins perversos.
Deus faça com que se cumpra o meu desejo. Se isto chegar a realizar-se, bendita seja a hora em que o meu invento nasceu."
Alois Senefelder (1771-1834).

Objetivo:
Permitir que as gráficas, independente do tamanho, acesso aos mesmos meios tecnológicos. Produzindo de forma padronizada, alta qualidade em todas as etapas do processo.

Argumento:
As evoluções dos processos gráficos, principalmente na virada do século, fizeram com que o resultado dos impressos, entre os que têm acesso a toda tecnologia e os que não têm, fique cada vez mais diferentes. Seja na qualidade, na produtividade e, por conseguinte no custo.
Mesmo com o investimento menor e muitas vezes preço mais reduzido, a qualidade exigida na impressão, os prazos e o custo da produção inviabilizam alguns produtos em uma gráfica de pequeno porte, mesmo sendo teoricamente ideal para elas.
Isso se dá porque o princípio mecânico da Impressão Off Set se mantêm o mesmo, independente do tamanho do equipamento, lógico que guardados componentes facilitadores. Esse fator garantiu uma briga menos desigual durante anos, enquanto o talento do impressor determinava essa distância. Porém, recursos eletrônicos permitem avaliar todo o processo e corrigir suas falhas mecânicas, defeitos tonais e fazer com que a reprodução seja de forma mensurável igualada ao original. O que num processo de gestão da reprodução da cor, baseado na observação humana é tarefa impossível.
A conseqüência é que a grande indústria gráfica hoje, além de produzir mais, com melhor qualidade e menor custo. Consegue ainda repetir, de forma colorimetricamente mensurável e automática um mesmo trabalho.
A qualidade dada pelo atendimento exclusivo ao trabalho proporcionado pelo pequeno pode ser feito de forma industrial pela padronização de etapas.
Para tirar o melhor proveito do investimento e crescer o faturamento o gráfico de pequeno porte terá que surpreender, fazer melhor e com custo competitivo.
Cumprir tal missão vamos entender profundamente o nosso negócio.

LITOGRAFIA E OFFSET
O que descobriu Senefelder?
buscando no livro "tratado de Litografia", escrito por Senefelder, verifica-se pelas suas palavras: “ Estava alisando uma pedra para depois e tratar com água-forte e continuar as minhas experiências de escrita invertida, quando a minha mãe me pediu que lhe preparasse uma lista para a lavadeira. A lavadeira esperava impaciente e eu não tinha perto nada para escrever. Nem papel, nem tinta.
Nada me ocorreu melhor do que utilizar o que tinha à mão - a composição de cera, sabão e negro de fumo, que não era outra coisa senão a tinta que eu usava para escrever diretamente na pedra. Escrevi a listagem da roupa entregue, sobre a pedra, que tinha acabado de polir. Quando quis apagar, pensei: que sucederá se eu quiser imprimir o que escrevi?
Já tratei a pedra com ácido nítrico (água forte), será que esta altura de tinta poderá ficar igual ao relevo dos tipos? (Naturalmente requeria conceber um ingrediente que mantendo a espessura da camada de tinta rebaixasse a pedra - isto é, que tornasse o relevo de certo modo destacado da superfície da pedra).
Combinei uma nova mistura. Desta vez com uma parte de ácido nítrico por dez de água. Rodeei a pedra com uma altura de cera pela borda, por forma a não deixar que o líquido escorresse para fora da sua superfície. Verti a mistura até duas polegadas de altura e deixei permanecer durante 5 minutos.
Observei a ação do ácido e comprovei que a escrita tinha adquirido uma altura de mais do triplo daquele que tinha inicialmente. Digamos que adquiriu altura correspondente à espessura de uma cartolina. Nem todas as pedras prestavam para uma impressão perfeita. Somente as de grão fino, uniforme e compacto que, graças a estas qualidades, podiam chegar a ficar perfeitamente planas e lisas. Ainda deveriam ser porosas no ponto suficiente a permitir aderência perfeita das gorduras e uma uniformidade da umidade para se conseguir uma tintagem equilibrada. A grande descoberta de Senefelder foi afinal inverter a situação. Em vez de gravar na pedra, escavando, fazendo relevo, a solução era manter a tinta, rebaixando-a (1976)".

A ATUALIDADE
Esta execução litográfica, manual e desenhada com caneta, a pincel ou a lápis, não desapareceu, pelo contrário, está viva e recomenda-se, mas para casos de arte em que o artista faz a sua gravação pelo seu sentir direto e com a sua própria técnica, utilizando a que descrevemos ou explorando outro qualquer material. Normalmente as tiragens são pequenas e autenticadas pelo autor, indicando o número de provas tiradas.

COMO NASCEU A MÁQUINA OFFSET
A França reivindica a descoberta da impressão offset rotativa. Os alemães e os ingleses atribuem-na ao operário russo Ira Rubel, que era impressor em Nutley, povoado perto de New Jersey, na América, em 1900.
Partindo de uma impressão (retintado) no verso de uma folha que estava a imprimir que saiu em branco (sem impressão), a imagem ficou num cilindro que diretamente imprimiu a folha seguinte. Estava, assim, descoberta, sem querer, a impressão indireta (offset).

Retirado de Portugal Design, revista técnica de artes aplicadas, n.º 4, mensal, maio 2000, caderno técnico: litografia e offset pags. 84, 85, 86, 87, 88, 89, 90 e 91

Na verdade quando temos um impresso perfeito em nossas mãos, estamos frente a um produto industrial com muitas etapas artísticas e que todo o conjunto, incluindo idéia, preparação impressão, acabamento e distribuição são um fantástico e eficaz meio de comunicação. Sendo bem atentos tanto ao impresso quanto a história, constatamos que o foco desse processo de impressão, bem como a principal variável de controle é a MATRIZ.
Da matriz se origina e baseia o que chamamos impressão offset e ter controle total sobre ela é a ferramenta para reduzir etapas e custos no processo produtivo